
Monumento
erigido em pedra, fazendo parte da Praça Dom Pedro II. Foi construído durante a
gestão do Dr. José Januário de Magalhães, coincide com o calçamento da mesma e
a construção da fonte fálica . O trabalho de
calçamento foi feito por uma família de espanhóis; os Blanco
e por um português de nome Antonio José de Carvalho .
A família de espanhóis era composta de cinco membros: o Sr. João (pai), Vítor,
Adolfo, João (filho) e Elias Blanco, este último fez
o projeto para a praça central e a colocação das guias da Avenida. As pedras,
para o trabalho , foram trazidas da fazenda do coronel
João Messias Machado , do mesmo local que veio a pedra do cruzeiro da Avenida .
O monumento, possui motivos que lembram ramos de café ,
uma estrela no piso e , na amurada , uma grande estrela de pedra entre as
inscrições PRAÇA DOM PEDRO II – 1.934 . O Chapéu de Sol, tipo de quiosque feito de pedra , foi esculpido em duas partes, sendo a base de pedra
única e o cume em forma de guarda – sol , feito em várias partes. Esse trabalho
é atribuído ao mesmo escultor do cruzeiro de pedra. Localizado no lote 4 da quadra 12 do setor 15, entre a Rua Barão do Rio Branco
e a praça , o monumento era ponto obrigatório de visita aos turistas que
passavam pela cidade e mesmo aos moradores , que costumavam passear no final
das tardes de Domingo . Com o fim da rede Mogiana de
Estrada de Ferro, acabaram – se também os passeios à praça de pedra ou Chapéu
de Sol .
Na
época em que foi construído o “jardim de pedra”, houve muitas reações
contrárias ao prefeito , Dr. José Januário de
Magalhães , incluindo versos que foram publicados em jornal local por um seu
cunhado , o que provocou divisão na família .
“O seu calçamento a paralelepípedos,
inclusive o “guarda – chuva” construído a granito no topo da
esplanada, custou mais de trezentos contos(...)” (Bretas Soares , Moacyr em : Muzambinho , sua história e seus homens , pág. 122 – 1.937 )
ARQUITETURA:
Inserida
no conjunto urbanístico e paisagístico da Praça Dom Pedro II,apresenta
as mesmas técnicas construtivas e partido arquitetônico adotado, ou seja, a
arquitetura rústica. Para sua construção foi adotado o granito rosa, este
retirado também de pedreiras localizadas no município de Muzambinho. É composto
de uma pequena área cercada por uma grade de blocos verticais de granito. Em
sua extremidade localiza-se o monumento que dá nome a praça, o Chapéu-de-sol. Este monumento, como o próprio nome já diz,
é constituído por uma haste vertical onde se apoia
uma roda engastada pelo centro na extremidade superior de onde sai doze
“barbatanas”, numa espécie de guarda-chuva, tudo em pedra rústica. Completando
o conjunto existem cinco bancos também esculpidos
ORNAMENTAÇÃO:
O praça é
dotado de excelente conjunto escultórico a começar
pela grade de fechamento composta de blocos de granito na vertical em sua
maioria possuindo também na sua face voltada para a Praça D. Pedro II a
inscrição do nome desta com um círculo preenchido com uma estrela de cinco
pontas ao centro. Cinco bancos estão distribuídos em sua área, sendo que três
não apresentam quaisquer ornamentos. Dentre os outros dois, um tem em seu
encosto um círculo preenchido com uma estrela de cinco pontas ao centro e dois
“X” nas laterais, já o outro apresenta no encosto três seções de arcos
preenchidos com ornatos de forma orgânica, ambos os bancos possuem braços
laterais. O monumento Chapéu-de-sol por sua forma
orgânica possui fuste tipo tronco cônico com detalhes helicoidais e base bojuda
tendo seu ápice como coroamento. O piso, coberto com mosaico português
apresenta uma estrela circundada com ramos de café.
ACERVO FOTOGRÁFICO

F.01/02 –
CONSTRUÇÃO DO MONUMENTO

F.03/04 –
INAUGURAÇÃO EM 1934
F.05/06 – VISTAS
POSTERIORES

F.07/08 – VISTAS EXTERNAS

F.07/08 – VISTA INTERNA E
EXTERNA

F.09/10 – VISTA INTERNA E
DET. COBERTURA

F.11/12/13 – DET. DO
CHAPÉU-DE-SOL PROPRIAMENTE DITO

F.14/15 – DET. DO
CHAPÉU-DE-SOL PROPRIAMENTE DITO
F.16/17 – DET. INTERNO – BANCOS / PISO

F.18/19 – DET. INTERNO –
ACESSO PRINCIPAL / BANCOS / PISO

F.20/21 – DET. INTERNO – BANCOS

F.22/23 – DET. FECHAMENTO

F.24/25 – DET. BANCO / PISO
EQUIPE
TÉCNICA
FOTOS:
-
Luiz Ricardo Podestá;
-
Neide Barbosa
de Souza;
- Acervos particulares
/ fotos antigas / Irmãos Masotti e Sabá
PESQUISA
HISTÓRICA:
-
Neide Barbosa
de Souza – Historiadora (Faculdade
de Filosofia Ciências e Letras de
Guaxupé – MG)
RELAÇÃO
PATRIMÔNIO HISTÓRICO:
-
Fernando Antonio Magalhães – Secretário de Cultura e Turismo de Muzambinho
-
Neide Barbosa
de Souza – Historiadora
- Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador.
ANÁLISE,
DESCRIÇÃO E PLANTAS:
-
Luiz Ricardo Podestá –
Arquiteto / Restaurador (Universidade Brás Cubas – Arquitetura e Urbanismo –
Mogi das Cruzes - SP)
PLANTAS
BAIXAS E DE FACHADAS:
-
Luiz Ricardo Podestá –
Arquiteto / Restaurador (Universidade Brás Cubas – Arquitetura e Urbanismo –
Mogi das Cruzes - SP)
ORGANIZAÇÃO
E MONTAGEM FINAL DOS PROCESSOS:
-
Neide Barbosa
de Souza – Historiadora
-
Luiz Ricardo Podestá –
Arquiteto / Restaurador
-
Fernando
Antônio Magalhães - Secretario de
Cultura e Turismo de Muzambinho
