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FAZENDA BELÉM

PROPRIEDADE DE ANTONIO MAGALHÃES

 

Sede da Fazenda que deu nome ao Bairro, a casa foi construída no final do século passado. A evolução econômica e social da região transformou a vida da fazenda onde, antigamente, havia toda uma estrutura de auto – suficiência, a produção era embarcada na Estação Ferroviária da cidade. Produzia – se café, pinga, cana-de-açúcar. Da cidade, vinha apenas o estritamente necessário, como querosene e sal.  

Durante as Revoluções de 1.930 e 1.932, a família teve que se esconder, pois os soldados paulistas ocuparam parte da fazenda durante sua passagem em direção à cidade. Ocorreram alguns conflitos, nas terras da fazenda, entre mineiros e paulistas.

 

 

 

INFORME ARTÍSTICO E ARQUITETÔNICO

 

ARQUITETURA:

 

A simplicidade do partido arquitetônico adotado nesta residência faz dela um dos poucos exemplares ainda existentes no município. Desprovida de quaisquer ornamentos, mas de grande valor arquitetônico devido a sua técnica construtiva, a residência em questão apresenta paredes executadas em taipa de mão em sua grande maioria do corpo principal e alvenaria de tijolo de barro cozido em algumas áreas reformadas posteriormente. A construção possui telhado em seis águas recoberto com telha tipo capa e canal e com beirais em cachorro arrematado em tabeca e formando rodo em seus cunhais em sua fachada posterior encontramos uma varanda com uma água. Possui cinco janelas e uma porta em sua fachada principal, duas janelas e uma porta na lateral esquerda, onde encontramos também duas portas e uma janela no desvão inferior, local onde está sendo construídas uma varanda, duas janelas na lateral direita e quatro janelas e uma porta na fachada posterior com duas portas e três janelas no desvão inferior. Seu alicerce é composto de pedras grandes calçadas com pedras menores e argamassada em seus interstícios com massa de saibro. Sobre sua cabeçaria assentam-se os barrotes que apoiados na madre e nos baldrames sustentam o soalho de tábuas justapostas e, em seu elegimento encontramos uma forra.  Na varanda posterior seu alicerce é de tijolo de barro cozido estruturado em arcos com assentamento dos tijolos em posição de vara. As janelas com vergas retas são formadas por dois caixilhos tipo guilhotina composta de seis panos de vidros lisos transparentes cada caixilho e duas folhas de escuros. A porta principal, também com vergas retas, é bifore com folhas justapostas travadas em seu tardoz por três travessas. As portas internas são idênticas a principal, porém possuem bandeira cega. Os forros são do tipo saia e camisa com cabeiras.

 

ORNAMENTAÇÃO:

 

A residência é desprovida de quaisquer ornamentos, estando a mesma sendo tombada pelo seu caráter histórico e construtivo.

 

 

 

 

 

ACERVO FOTOGRÁFICO

 

        

F.01/02 – FACHADA LATERAL ESQUERDA E PRINCIPAL

 

         

F.03/04 – FACHADA LATERAL ESQUERDA E POSTERIOR

 

           

F.05/06 – FACHADA POSTERIOR/POMAR E PRINCIPAL

 

       

F.0708 – FACHADA POSTERIOR E DET. ALICERCE

 

 

                                                    

FOTO 09 – PAREDE DE TAIPA                          FOTO 10 – PAIOL / DEPÓSITO

 

EQUIPE TÉCNICA

 

FOTOS:

-          Luiz Ricardo Podestá;

-          Neide Barbosa de Souza;

-  Acervos particulares / fotos antigas / Irmãos Masotti e Sabá

PESQUISA HISTÓRICA:

-          Neide Barbosa de Souza – Historiadora (Faculdade de Filosofia Ciências e

     Letras de Guaxupé – MG)

RELAÇÃO PATRIMÔNIO HISTÓRICO:

-          Fernando Antonio Magalhães – Secretário de Cultura e Turismo de Muzambinho

-          Neide Barbosa de Souza – Historiadora

-   Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador.

ANÁLISE, DESCRIÇÃO E PLANTAS:

-          Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador (Universidade Brás Cubas – Arquitetura e Urbanismo – Mogi das Cruzes - SP)

  PLANTAS BAIXAS E DE FACHADAS:

-          Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador (Universidade Brás Cubas – Arquitetura e Urbanismo – Mogi das Cruzes - SP)

ORGANIZAÇÃO E MONTAGEM FINAL DOS PROCESSOS:

-          Neide Barbosa de Souza – Historiadora

-          Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador

Coordenação e Revisão:

-          Fernando Antônio Magalhães - Secretario de Cultura e Turismo de Muzambinho

Realização:

- Prefeitura Municipal de Muzambinho – Administração 1996 -2000

 

 

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