
Sede da Fazenda que deu nome ao Bairro, a casa foi
construída no final do século passado. A evolução econômica e social da região
transformou a vida da fazenda onde, antigamente, havia toda uma estrutura de
auto – suficiência, a produção era embarcada na Estação Ferroviária da cidade.
Produzia – se café, pinga, cana-de-açúcar. Da cidade, vinha
apenas o estritamente necessário, como querosene e sal.
Durante as Revoluções de 1.930 e
ARQUITETURA:
A simplicidade do partido arquitetônico adotado nesta
residência faz dela um dos poucos exemplares ainda existentes no município. Desprovida
de quaisquer ornamentos, mas de grande valor arquitetônico devido a sua técnica
construtiva, a residência em questão apresenta paredes executadas em taipa de
mão em sua grande maioria do corpo principal e alvenaria de tijolo de barro
cozido em algumas áreas reformadas posteriormente. A construção possui telhado
em seis águas recoberto com telha tipo capa e canal e com beirais em cachorro
arrematado em tabeca e formando rodo em seus cunhais
em sua fachada posterior encontramos uma varanda com uma água. Possui cinco janelas e uma porta em sua fachada principal,
duas janelas e uma porta na lateral esquerda, onde encontramos também duas
portas e uma janela no desvão inferior, local onde está sendo construídas uma
varanda, duas janelas na lateral direita e quatro janelas e uma porta na
fachada posterior com duas portas e três janelas no desvão inferior. Seu
alicerce é composto de pedras grandes calçadas com pedras menores e argamassada em seus interstícios com massa de saibro. Sobre
sua cabeçaria assentam-se os barrotes que apoiados na
madre e nos baldrames sustentam o soalho de tábuas
justapostas e, em seu elegimento encontramos uma
forra. Na varanda posterior seu alicerce
é de tijolo de barro cozido estruturado em arcos com assentamento dos tijolos
em posição de vara. As janelas com vergas retas são formadas por dois caixilhos
tipo guilhotina composta de seis panos de vidros lisos
transparentes cada caixilho e duas folhas de escuros. A porta principal, também
com vergas retas, é bifore com folhas justapostas
travadas em seu tardoz por três travessas. As portas
internas são idênticas a principal, porém possuem bandeira cega. Os forros são
do tipo saia e camisa com cabeiras.
ORNAMENTAÇÃO:
A residência é desprovida de quaisquer ornamentos, estando a mesma sendo tombada pelo seu caráter histórico e
construtivo.

F.01/02 – FACHADA LATERAL ESQUERDA E
PRINCIPAL

F.03/04 –
FACHADA LATERAL ESQUERDA E POSTERIOR

F.05/06 – FACHADA
POSTERIOR/POMAR E PRINCIPAL

F.0708 –
FACHADA POSTERIOR E DET. ALICERCE

FOTO 09 – PAREDE DE TAIPA FOTO 10 – PAIOL /
DEPÓSITO
EQUIPE
TÉCNICA
FOTOS:
-
Luiz Ricardo Podestá;
-
Neide Barbosa
de Souza;
- Acervos particulares
/ fotos antigas / Irmãos Masotti e Sabá
PESQUISA HISTÓRICA:
-
Neide Barbosa
de Souza – Historiadora (Faculdade de Filosofia Ciências e
Letras de Guaxupé – MG)
RELAÇÃO
PATRIMÔNIO HISTÓRICO:
-
Fernando Antonio Magalhães – Secretário de Cultura e Turismo de Muzambinho
-
Neide Barbosa
de Souza – Historiadora
- Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador.
ANÁLISE, DESCRIÇÃO E PLANTAS:
-
Luiz Ricardo Podestá –
Arquiteto / Restaurador (Universidade Brás Cubas – Arquitetura e Urbanismo –
Mogi das Cruzes - SP)
PLANTAS BAIXAS E DE FACHADAS:
-
Luiz Ricardo Podestá –
Arquiteto / Restaurador (Universidade Brás Cubas – Arquitetura e Urbanismo –
Mogi das Cruzes - SP)
ORGANIZAÇÃO
E MONTAGEM FINAL DOS PROCESSOS:
-
Neide Barbosa
de Souza – Historiadora
-
Luiz Ricardo Podestá –
Arquiteto / Restaurador
-
Fernando
Antônio Magalhães - Secretario de
Cultura e Turismo de Muzambinho