
De propriedade
do Senhor Orlando Carvalho Maciel, a fazenda Montalverne
localiza – se a
Construída em
estilo italiano, a sede sofreu uma reforma em 1969, quando por necessidade
perdeu algumas características originais, como a pintura das paredes que haviam
sido degradadas pela umidade. Em 1996, o engenheiro Régis Romano Maciel, filho
do atual proprietário, começou a restaurar o imóvel procurando ser fiel ao
estilo arquitetônico restaurando ou reproduzindo partes que foram modificadas
com a reforma de 1969, como é o caso da sala, que na construção original tinha
um pequeno hall de entrada e, em 69 foi retirado. O engenheiro preocupou – se
com detalhes como o forro da sala, os lustres, um banco do jardim e a porta da
sala que foram trazidos de um casarão de Campinas, construído no mesmo período,
que hospedou o Rei da Suécia quando este visitou o Brasil após a Segunda Guerra
Mundial. Alguns detalhes como uma lcova (pequeno
quarto sem janelas) que foi transformado em banheiro para maior comodidade. A
maior parte das portas
ainda são originais ,
tendo sido trazidas
da Rússia em caixotes nos navios de carregamento . A
cozinha tinha um barrado verde que foi substituído por azulejos. O barrado
original que tinha desenhos teve que ser substituído, mas respeitando – se as
características originais. Ao final da restauração, o porão vai ser
transformado em quartos e salas, ficando a casa com um total de oito quartos. O
engenheiro Régis Romano Maciel vem fazendo um trabalho minucioso e detalhado onde
qualquer alteração necessária só será feita respeitando as características
originais. A varanda foi uma das partes que houve necessidade de substituir a
madeira dos balaústres por concreto, continuando o telhado em madeira aparente.
Os degraus foram rebaixados, mudando de
O
conjunto a ser tombado é composto de uma residência, o jardim frontal, um eirado composto de quatro planos e uma casa de máquinas.
A residência apresenta
planta de forma irregular contendo um alpendre e possuindo uma ala posterior e
um anexo construído em diferentes épocas. Seu corpo principal original possui
telhado com seis águas, o alpendre possui telhado com duas águas, a ala
posterior tem telhado de três águas e o anexo com telhado
O eirado possui quatro planos em diferentes níveis separados
por muros de arrimo feitos em alvenaria aparente composta de tijolo de barro
cozido assentado com argamassa de cal em aparelho losangular
e, piso revestido com plintos de 25 x
A Casa de Máquinas, com dois pavimentos, abrigava outrora uma máquina de beneficiar café, no pavimento superior, movida por um engenhoso sistema hidráulico, no pavimento inferior, que permanece intacto até hoje, a exceção da máquina propriamente dita que foi adaptada com um motor elétrico e transferida para outro local dentro da sede. A alvenaria desta casa é de tijolo de barro cozido aparente e assentado com argamassa de cal sobre alicerce de pedras grandes calçadas com pedras menores e argamassadas em seus interstícios com massa de cal. Seu telhado é composto de quatro águas e coberto com telha-vã do tipo capa e canal.
O edifício apresenta junto ao seu beiral uma cimalha em toda sua orla. As janelas possuem vergas retas orladas com uma chambrana e fechamento em caixilharia tipo guilhotina composta de seis vidros transparentes lisos cada folha e, possuindo um escuro com duas folhas. A porta principal e engradada possuindo duas folhas e bandeira com três panos de vidro liso e transparente. O alpendre originalmente era sustentado por três pilares de madeira, estando sendo modificado atualmente para cinco pilares de alvenaria e, sua guarda que outrora era de madeira foi substituída por balaustres acimados por um pau-de-peito, juntamente com a escadaria que dá acesso ao alpendre. O interior da casa está sendo reformado com larga utilização de materiais históricos provenientes de demolições trazidas de outra cidade, não podendo, portanto ser considerados. O jardim é formado por canteiros em labirinto e nesta reforma foram introduzidos uma fonte, um banco e um pequeno chafariz junto ao muro do eirado.
A Casa de Máquinas possui alvenaria trabalhada com tijolos aparentes e portas superiores com verga reta, possuindo fechamento com duas folhas e folhas composta de tábuas verticais travadas com três travessas em seu tardoz. Duas janelas compõem a fachada lateral esquerda do pavimento superior e possuem verga reta e fechamento com tábuas verticais com duas travessas em seu tradoz. Já no pavimento inferior encontramos uma porta e uma janela ambas com verga em arco providas de bandeira onde existe uma grade sendo a porta engradada composta de duas folhas e a janela também de duas folhas feitas de tábuas verticais com duas travessas em seu tardoz. O soalho é de tábuas largas assentadas sobre barrotes engastados na alvenaria.
ACERVO FOTOGRÁFICO

F.01/02
– CASA E EIRA

F.03/04/05
– DETALHES DO ENTORNO / JARDIM

F.06/07
– DETALHES DO ENTORNO / JARDIM

F.08/09 – DETALHES DO
ENTORNO / JARDIM

F.10/11/12 – ESTAÇÃO
MONTALVERNE DA
CIA. MAGYANA DE ESTRADAS DE
FERRO


F.13/14 – FACHADA PRINCIPAL
E DET. CANTEIRO DO JARDIM

F.15/16 – FACHADA POSTERIOR
E LATERAL DIREITA

F.17 – FACHADA
PRINCIPAL F.18 – CASA DE
MÁQUINAS

F.19 – FACHADA
POSTERIOR F.20 – FACHADA
POSTERIOR

F.21/22/23 – AQUEDUTO E
DETALHES DO JARDIM

F.24 – BANCO DO JARDIM F.25 – DET. ENTRADA DO
JARDIM

F.26/27 – DET. MURO DE PEDRA E EIRA (TERREIRO DE CAFÉ)

F.28/29 – DETALHE DO TERREIRO DE CAFÉ (EIRA)

F.30 – DETALHE DA PLACA DE REINAUGURAÇÃO EM 1999.
EQUIPE TÉCNICA
FOTOS:
-
Luiz Ricardo Podestá;
- Neide Barbosa de Souza;
- Acervos particulares / fotos antigas / Irmãos Masotti e Sabá
PESQUISA HISTÓRICA:
- Neide Barbosa de Souza – Historiadora (Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Guaxupé – MG)
RELAÇÃO PATRIMÔNIO
HISTÓRICO:
-
Fernando
Antonio Magalhães – Secretário de
Cultura e Turismo de Muzambinho
- Neide Barbosa de Souza – Historiadora
- Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador.
ANÁLISE, DESCRIÇÃO E PLANTAS:
- Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador (Universidade Brás Cubas – Arquitetura e Urbanismo – Mogi das Cruzes - SP)
PLANTAS BAIXAS E DE FACHADAS:
- Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador (Universidade Brás Cubas – Arquitetura e Urbanismo – Mogi das Cruzes - SP)
ORGANIZAÇÃO E MONTAGEM
FINAL DOS PROCESSOS:
- Neide Barbosa de Souza – Historiadora
- Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador
- Fernando Antônio Magalhães - Secretario de Cultura e Turismo de Muzambinho