
Obelisco erigido em comemoração ao quarto centenário do
descobrimento do Brasil, inaugurado no dia 03 de Maio de 1.900. Foi utilizado
para homenagear os pracinhas muzambinhenses que
serviram na Segunda Guerra Mundial, em 1.945. Localizado na Praça Pedro de
Alcântara mede aproximadamente dez metros de altura. Sua história se confunde
com a história da praça onde está plantado. Desde sua inauguração, este
monumento acompanha o desenvolvimento da cidade, a construção do grupo escolar,
do jardim, do prédio da cadeia e, aos poucos, as casas que vinham se
aproximando, aumentando o movimento do jardim. Não foram encontrados documentos
que comprovem quem foi seu construtor, sabe – se apenas que, na época, era
presidente da Câmara o senhor Francisco Paolielo. Na
legislatura de
A tradição
oral da cidade relata a existência de documentos e armas da Segunda Guerra
Mundial em uma câmara existente abaixo do obelisco. A Câmara Municipal pediu
que fosse aberto em 1.998 para averiguar a veracidade do fato, no entanto isso
ainda não foi feito, pois aguarda – se uma decisão do Conselho do Patrimônio
Histórico.
INFORME ARTÍSTICO E ARQUITETÔNICO
ARQUITETURA:
Este
monumento erigido no primeiro ano do Século XX apresenta um conjunto de três
degraus em toda sua orla quadrada estando o mesmo localizado em seu centro. Com
altura aproximada de 10 (dez) metros, possui uma base, seguida de um tronco ou
cubo (forma aproximada), onde se localizam três placas comemorativas, sendo uma
do IV Centenário e duas em homenagem aos expedicionários da Segunda Guerra Mundial.
Acima do tronco ergue-se o fuste com uma escada tipo marinheiro em uma de suas
faces, sendo coroada com uma pirâmide e seguida de uma ponta metálica. Sua
alvenaria é composta de tijolos de barro cozido com assentamento e revestimento
em argamassa de cal/areia/cimento.
ORNAMENTAÇÃO:
O
monumento em questão apresenta em sua base, faces retangulares orladas com
faixas lisas, seguidas de três linhas de bocéis onde se apóia o cubo. Neste
cubo encontramos suas quinas chanfradas e suas faces são orladas com faixas
lisas e, em cada um dos vértices de cada face encontramos uma alfaia. Sua
aresta superior está orlada com um friso seguido de uma espécie de cimalha de
onde parte a agulha ou tronco de pirâmide (fuste). Este por sua vez está
coroado com uma pirâmide tendo em seu topo uma grimpa.

F.01/02/03 – VISTAS E
DETALHE DA GRIMPA
F.04/05 –
BASE E ILUMINAÇÃO NATALINA (1998)

F.06/07 – PLACA DE
INAUGURAÇÃO E
PLACA
EQUIPE
TÉCNICA
FOTOS:
-
Luiz Ricardo Podestá;
-
Neide Barbosa
de Souza;
- Acervos particulares
/ fotos antigas / Irmãos Masotti e Sabá
PESQUISA
HISTÓRICA:
-
Neide Barbosa
de Souza – Historiadora (Faculdade de Filosofia Ciências e
Letras de Guaxupé – MG)
RELAÇÃO
PATRIMÔNIO HISTÓRICO:
-
Fernando Antonio Magalhães – Secretário de Cultura e Turismo de Muzambinho
-
Neide Barbosa
de Souza – Historiadora
- Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador.
ANÁLISE,
DESCRIÇÃO E PLANTAS:
-
Luiz Ricardo Podestá –
Arquiteto / Restaurador (Universidade Brás Cubas – Arquitetura e Urbanismo –
Mogi das Cruzes - SP)
PLANTAS
BAIXAS E DE FACHADAS:
-
Luiz Ricardo Podestá –
Arquiteto / Restaurador (Universidade Brás Cubas – Arquitetura e Urbanismo –
Mogi das Cruzes - SP)
ORGANIZAÇÃO
E MONTAGEM FINAL DOS PROCESSOS:
-
Neide Barbosa
de Souza – Historiadora
-
Luiz Ricardo Podestá –
Arquiteto / Restaurador
-
Fernando Antônio Magalhães - Secretario de Cultura e Turismo de Muzambinho