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PRAÇA DOM PEDRO II

 

 

O conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico que constitui a praça Dom Pedro II foi idealizado e construído durante a gestão do Dr. José Januário de Magalhães. É composto de um jardim, uma praça construída em pedra (Chapéu de Sol) e uma fonte em formato fálico, também de pedra. No calçamento da praça foram utilizadas pedras vindas da fazenda Machadinhos, do próprio município. O calçamento visava melhorar as condições de acesso à estação de trem, que se encontrava em uma baixada e, em épocas de chuva muitas vezes não era possível o acesso ao local, ficando carros, carroças e carros – de – bois atolados no lamaçal. O trabalho de calçamento e colocação de guias e passeios foi executado pela família Blanco, especialistas em pedra e por um português de nome Antonio José de Carvalho, que esculpiu o chapéu – de – sol e a fonte, que fazem parte do conjunto da praça. Foi inaugurada em 1.937, com festa, discursos, banda de música e benção do padre da paróquia.

“A íngreme subida que deixa a Estação da Cia. Mogiana lá em baixo tornou – se uma verdadeira e bonita esplanada, a sala – de – visitas da cidade, aprazível aos olhos dos passageiros que passam ou descem em Muzambinho. O seu calçamento a paralelepípedos , inclusive o “guarda – chuva” construído a granito no topo da esplanada , custou para mais de trezentos contos . Este logradouro público recebeu o nome de Praça Pedro II .(...)” (1)

“Foi construída durante o governo do Dr. José Januário Magalhães, naquele tempo a política era muito forte (...) Ele ficou no poder até o fim do Estado Novo, durante este período mandou construir a praça, o chapéu de sol, a fonte e o cruzeiro de pedra”.(2)

“Foi tudo construído na gestão do Dr. José Januário, juntamente com o cruzeiro de pedra e o calçamento da praça. As pedras vieram da fazenda Machadinho. (...) Era uma família de espanhóis, o pai chamava João Blanco, tinha o Adolfo, Vítor, João e Elias Blanco, esse casou com uma moça dos Bócoli”.(3)

 

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(1)      Bretas Soares, Moacyr; Muzambinho, sua história e seus homens – 1.937 – pág.122;

(2)      Messias Gomes de Mello – ex- prefeito municipal (84 anos);

(3)      Emenergildo Puccinelli – construtor aposentado (84 anos).

 

 

INFORME ARTÍSTICO E ARQUITETÔNICO

 

 

ARQUITETURA/URBANISMO:

 

A arquitetura rústica adotada na construção de seus equipamentos glorificou esta obra de expressivo valor técnico arquitetônico. A simplicidade das formas concebidas pelo autor, bem como seu traçado urbanístico determinado pelo traçado do arruamento já existente e principalmente devido à topografia íngreme do local e, aliado ao seu rico paisagismo, faz desta praça uma das mais belas obras urbanas da cidade. Em complemento a sua grandiosidade, dois outros marcos escultóricos de elevado valor artístico e a antiga Estação da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro compõem seu conjunto. Devido a sua topografia, um conjunto formado por uma escadaria e dois paredões de pedras (funcionado como muro de arrimo) também compõe seu traçado urbano.

ORNAMENTAÇÃO:

 

A simplicidade de sua ornamentação é intensamente explorada pelo paisagismo que foi concebido de maneira racional aliada a forma orgânica de seus equipamentos construídos em granito rosa e acabamento rústico. Granito estes retirados de pedreiras no próprio município. A guia dos canteiros central apresenta a forma de cunhas, onde são apoiados os pés dos bancos e muitas vezes o próprio acento devido sua topografia. Dois paredões de pedras multiformes intercalados com a grama e aliado a uma escadaria que os acompanha  possuem elevado valor paisagístico. A Fonte Fálica e a praça Chapéu-de-sol são marcos escultóricos inseridos no contexto da praça que elevam o brilhantismo de suas formas valorizando o conjunto urbano.

 

 

ACERVO FOTOGRÁFICO

 

 

    

F.01/02 – CANTEIROS DE BAIXO

 

   

F.03/04 – DETALHE DO BANCO E GUIA DOS CANTEIROS

 

  

F.05/06 – DETALHE DOS BANCOS

 

    

F.07/08 – DETALHE DOS BANCOS

 

    

F.09/10 – DETALHE DOS BANCOS

 

    

F.11/12 – DETALHE DOS CANTEIROS

 

 

   

F.13/14 – DETALHE DOS CANTEIROS

 

    

F.15/16 – DETALHE DOS CANTEIROS

 

EQUIPE TÉCNICA

 

 

FOTOS:

-          Luiz Ricardo Podestá;

-          Neide Barbosa de Souza;

-  Acervos particulares / fotos antigas / Irmãos Masotti e Sabá

 

PESQUISA HISTÓRICA:

-          Neide Barbosa de Souza – Historiadora (Faculdade de Filosofia Ciências e

     Letras de Guaxupé – MG)

 

RELAÇÃO PATRIMÔNIO HISTÓRICO:

-          Fernando Antonio Magalhães – Secretário de Cultura e Turismo de Muzambinho

-          Neide Barbosa de Souza – Historiadora

-    Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador.

ANÁLISE, DESCRIÇÃO E PLANTAS:

-          Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador (Universidade Brás Cubas – Arquitetura e Urbanismo – Mogi das Cruzes - SP)

 

PLANTAS BAIXAS E DE FACHADAS:

-          Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador (Universidade Brás Cubas – Arquitetura e Urbanismo – Mogi das Cruzes - SP)

 

ORGANIZAÇÃO E MONTAGEM FINAL DOS PROCESSOS:

-          Neide Barbosa de Souza – Historiadora

-          Luiz Ricardo Podestá – Arquiteto / Restaurador

 

Coordenação e Revisão:

-          Fernando Antônio Magalhães - Secretario de Cultura e Turismo de Muzambinho

 

Realização:

-          Prefeitura Municipal De Muzambinho – Administração 1996 –2000

 

 

 

 

 

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