FERROVIA
A ferrovia representou, para a
região, muito mais que uma simples porta de saída para o mundo.
no final do
século XIX, o transporte de mercadorias, em especial o café, era vista como
essencial para os comerciantes e fazendeiros.
o
transporte via carro-de-boi era extremamente demorado
e inseguro.
no final do
século xix os fazendeiros da região,
Em 1912, chega a guaxupé o ramal da mogyana, trazido pelo Conde Ribeiro Do
Valle.
Em 1913 é inaugurado o ramal que
liga Guiaxupé a muzambinho e de muzambinho até tuyuty, fazendo entroncamento com a rede mineira indo a varginha.
a partir de
então a cidade de muzambinho ganha novos ares, há uma espécie de efervecência econômica e cultural com a inauguração da
estação ferroviária. Fazendeiros de cidades vizinhas que não eram atingidas
pela ferrovia passam a transportar seu café através de Muzambinho, em especial
o cel. José Martins de oliveira (Zéca Martins) cujas
terras pertenciam a Caconde, cidade paulista, o que
vai determinar a alteração da divisa entre os dois estados.
Os trabalhos de construção
propriamente ditos foram executados por homens simples, do povo, que deixaram
suas marcas em cada pontilhão, cada casa de máquinas e, mais que isso, na
própria cidade, fixaram-se, formaram famílias e
fizeram a região crescer.
Os trilhos da ferrovia cruzaram esta
região e por eles foram transportados vagões cheios de trabalho e progresso,
sonhos e esperanças, num vai-e-vem frenético de gente e vida que transformaram
para sempre estas montanhas mineiras.